ORKUT
Olá a todos;
Tenho recebido muitas mensagens de apoio e de críticas a esse grande movimento que começa a se espalhar pelo país. E esse é realmente o objetivo: estimular a discussão sobre os rumos da nossa democracia participativa. Ouvir os argumentos daqueles que pregam o voto nulo, e os que como eu acreditam no voto válido.
Tenho visto, como na coluna de Helena Chagas(O Globo) no dia 03/04, que as pessoas estão começando a se mobilizar para discutir a questão da importância do voto válido.
Entretanto, espero que com a discussão, mesmo aqueles que vão anular, se omitir nas próximas eleições, o façam de maneira consciente. Que essas pessoas tenham certeza do ato que estão tendo, sobretudo em um momento tão complicado de indefinições políticas como o atual. Que se querem realmente fazer uma campanha pelo voto nulo, que se esforcem ao máximo para conseguir os 50% mais 1. Senão, veremos como na França, a ascenção da extrema direita. Porque essa sim VOTA!
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Ultrapassamos os 400 acessos, obrigado a todos e continuem CRITICANDO!
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EU VOTO!
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8854013 OU procurar por João Bettencourt
abraços João Bettencourt
Escrito por João Estrella Bettencourt às 16h49
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A importancia do VOTO!
Olá a todos;
Ninguém discorda de que a classe política brasileira, e por que não dizer mundial, está desacreditada, e com razão. Só que ao contrário do que queremos crer, isso não é algo externo a nós, esses caras não são de marte. E aí não me refiro só ao voto, mas também à própria constituição de nossa sociedade e da mentalidade de cada um.
Outro dia estava conversando com um grupo de pessoas, classe média e alta da zona sul, e todos estavam revoltados, esculhambavam todos os políticos, o estado, desconfiavam de qualquer candidato, a priori. Agora, pergunta se alguém lembrava em quem tinha votado para vereador na última eleição ? E para deputado ? Não estou exagerando, só um deles- era um grupo de 11 pessoas - sabia. Vários também estavam revoltados com a favelização da cidade e com a a marginalização das crianças, mas a única ação que conseguiam executar era a reclamação. Quantos deles vocês acham que conheciam a realidade de uma favela? Não digo nem de entrar fisicamente, mas de ter uma mínima noção do que acontece lá dentro, uma idéia que não fosse fruto da matéria do jornal nacional sobre a invasão da Rocinha. Ninguém buscava opções, ninguém se dava ao trabalho de pesquisar os candidatos - sim, porque os candidatos tem uma história, mesmo que escondam. Ninguém era capaz de perder 2 minutos do dia para entrar no site da Câmara de Vereadores, conheciam um ou dois vereadores e confundiam com deputados. Metade daquelas pessosas não sabia qual as funções e limitações do poder legislativo. Aí depois aparece no jornal : "Câmara trabalhou muito nesse semestre, aprovou 2.000 projetos". O jornalista acha bom e o leitor também, mas ninguén sabe do que se trata. Geralmente 80% dos projetos mudam nome de rua, mas quem tá ligando ? Quem tá sabendo ? É certamente mais confortável ficar em casa vendo tv a cabo e recalmando do governo.
Com isso, aliás, não quero dizer que não temos motivo para reclamar, temos sim, só que deveríamos voltar nosso olhar crítico para nós mesmos também. Quantas pessoas buscam se informar sobre como é gasto nosso dinheiro, quem se preocupa com o orçamento do governo ? Quanto já foi gasto para despoluir as praias e a Baía de Guanabara ? Alguém sabe ? Sem participação não há futuro. Ninguém pode garantir que, com os graves e profundos problemas sistêmicos que tem nosso país, uma mudança verdadeira seja possível. Agora, posso garantir com toda a certeza do mundo que se continuarmos assim, se preferirmos olhar para o nosso mundo como se ele não nos pertencesse, como se fosse culpa de alguma outra pessoa, nada vai mudar nunca. Até porque políticos, policiais, empresários corruptos, são pessoas como eu e você, pessoas que fizeram uma opção de vida. E nós, que queremos um país mais justo, mais decente, quando vamos fazer a nossa opção ?
Obs : é claro que mil coisas podem ser ditas contra tudo o que eu escrevi – tipo “ eu pago meus impostos e vivo com barulho de balas passando na janela da minha casa” – mas é isso mesmo. Podem me esculachar que eu respondo, se a gente reclamar juntos vira uma discussão e aí é muito mais fácil chegarmos em algum lugar.
Escrito por João Estrella Bettencourt às 14h29
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